O alvoroço começou à tarde na Igreja Batista de Alagoinha. Um enorme enxame de abelhas invadiu o local, o Pastor cancelou o culto de logo mais à noite. Os curiosos permaneciam ali, observando as abelhas, entre eles algumas crianças. Parecia que as abelhas estavam se recolhendo para passar a noite, formando uma enorme bola zunidora pendurada numa das ripas do telhado. Num dado momento a ripa se quebrou, espalhando abelhas para todo lado. Foi uma correria só. mais…
Foi uma chuva repentina, com forte ventania, daquelas que o povo chama de “tromba d’água”. Por mais de meia hora o aguaceiro caiu impiedoso. Uns deram graças a Deus pela água sempre bem vinda naquela região seca, outros ficaram preocupados pelos estragos que o excesso de água de uma só vez provocava. Assim que acabou a chuva, como se tivessem combinado com antecipação, os moleques se reuniram para brincar no riacho formado pela enxurrada. Precisavam aproveitar as próximas horas, pois logo a água pararia de correr e voltaria tudo ao normal.
Ouviu-se um estrondo. mais…
Dedé era talvez o menino mais pobre da escola. Seu pai, com problemas de saúde, tinha dificuldade em sustentar a casa, sua mãe era lavadeira e costureira. Dedé era estigmatizado por isso. As crianças mais afortunadas gostavam de mangar de suas roupas que, apesar de limpas e bem cuidadas, costumavam ter remendos costurados à mão. Dedé era tímido e falava pouco, no entanto era um excelente aluno. Aprendia com muita facilidade as lições, e só se soltava quando algum colega pedia ajuda nas lições. Até Dalvinha, a filha mimada do Prefeito de Alagoinha era vista com freqüência junto a Dedé, repassando as lições. mais…
Era de manhã, uma menina descia a rua com uma cesta de compras nos braços. Seu corpo franzinho já mostrava sinais de mocidade. Passou apreensiva por um grupo de moleques, e continuou descendo a rua. Mais à frente dois bêbados a cercaram.
- Vem cá, menina. Dá uma beijoca!
- Não foge não, vamos fazer um xameguinho… – Um deles puxou uma peixeria e ameaçou a menina, que se viu encurralada perto de um beco. Não tinha mais saída. O bêbado levantou o vestido dela com a ponta da peixeira. – Jeitosinha… mais…
Parecia que Joana nunca iria encontrar um homem que a quisesse. Era uma mulher um tanto grandalhona e meio desajeitada. Gostava de forró, e dançava com quem se dispusesse, mas não era de permitir intimidades. No entanto, num desses forrós ela conheceu Nildo, um rapaz tímido, roceiro, mas de boa família. Começaram a namorar, e tudo caminhava certo para os dois. Três meses depois de um namoro que mal passava do segurar as mãos e uns beijinhos, resolveram casar. Sem muita cerimônia, foi só o tempo de correrem as proclamas e se casaram. Cartório de manhã, Igreja de tarde, festa de noite. mais…

