Açude Rachado

Dedé e Davinha estavam na vila do Açude, onde tinham ido auxiliar a Professorinha (como era chamada a Professora Dorotéia) que dava aulas de reforço escolar para a comunidade. Essas aulas tinham sido idéia de Dedé, que vendo a carência daquela gente, convencera uma professora, e conseguira uma sala desocupada para isso. Alguns adultos também assistiam às aulas, e tentavam, com muito esforço, se alfabetizarem, comemorando cada pequena vitória com alegria. Dedé era paciente, e auxiliava os mais velhos, enquanto que Dalvinha, com seu jeito extrovertido, auxiliava os menores.

- Dedé, venha ver! – chamou Seu Antonio, um senhor franzino de cabelos brancos. Quando Dedé se aproximou, ele começou a escrever numa folha limpa, com letras um tanto tremidas, mas corretas e legíveis: “A cidade de Alagoinha é bonita”. – Agora veja isso. – completou com um sorriso. Abriu um livro, e começou a ler pausadamente, os olhos marejados o fizeram parar depois de algumas frases.

- Eu sei ler, Dedé!… Eu sei ler! – e começou a chorar. Dedé o abraçou. mais…

Papa-fígados

- Vô, vou dar uma volta na praça…

- É tarde. Não tem medo do papa-fígado?

- Que é isso, Vô? Mais uma de suas histórias?

Meu neto, de quinze anos, adorava ficar até mais tarde na praça de Alagoinha onde eu morava, conversando com as meninas. Ele só vinha uma ou duas vezes ao ano me visitar, e se divertia muito nestas ocasiões, entretanto mais…

Parto de Emergência

Zé Leite e Naldinho estavam a caminho do sítio onde Dedé morava, a quase três quilômetros fora da cidade. Iam visitá-lo, e aproveitar para se deliciar nas mangueiras do sítio, que estavam carregadas das mais doces mangas da região. Zé Leite era órfão, e vivia com suas tias. Pequeno e de pouca idade, não podia ir até lá sozinho, por isso ficou muito feliz quando Naldinho, que era bem maior que ele e mais velho, aceitou o convite para acompanhá-lo, e suas tias finalmente concordaram com o passeio.

Estavam no meio do caminho, quando viram Dedé que vinha correndo esbaforido. mais…

Bizunga, o Hiperativo

Bizungas eram pequenos beija-flores muito comuns em Alagoinha. Extremamente rápidos, voavam de flor em flor como abelhas nervosas. Assim também era Bizunga, um rapazinho de uns 20 anos, mas que tinha corpo de menino de 11, e fazia tudo com uma ligeireza danada, mas também era extremamente desastrado. mais…

Minha Morte (De Novo!?)

Não sei porque, depois de postar o conto “Minha morte” e depois de alguns comentários de Geraldinho de Engenho e Mauro Alves, este texto formou-se em minha mente. Tentei esquecê-lo, porém, como uma larva, começou a corroer meus pensamentos e crescer, um texto-larva maldito que não me deixou em paz, até que o expurguei depois de um árduo trabalho dactilar, espremendo-o como um bicho de mosca-do-berne, quando saltou por completo, direto de minha cabeça para o editor de texto. Uma coisa horrenda, informe, nojenta. Livrei-me dele definitivamente quando o enviei para o Recanto. Espero que agora me deixe em paz, pois preciso curar os estragos do meu cérebro e recuperar a capacidade de escrever textos mais amenos… mais…

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