Como pomba perdida em meio à multidão, uma pequena criança anda sem rumo, procurando moedas jogadas em gesto automático por aqueles que passam apressados, sem tempo para piedade ou cuidados, tentando com isto calar o apelo do próprio coração. E a pequena criança, catando as moedas-migalhas, sorri feliz por saber que vai ter um pão para comer.
Não tem lar, nem parentes, nem afeição, seu brinquedo é uma boneca de pano encontrada no lixo da cidade, seu abrigo uma caixa de papelão. E todo dia caminha sem rumo, e a cada moeda-migalha que acha no chão, sorri feliz por saber que vai ter um pão para comer.
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