Dedé e Davinha estavam na vila do Açude, onde tinham ido auxiliar a Professorinha (como era chamada a Professora Dorotéia) que dava aulas de reforço escolar para a comunidade. Essas aulas tinham sido idéia de Dedé, que vendo a carência daquela gente, convencera uma professora, e conseguira uma sala desocupada para isso. Alguns adultos também assistiam às aulas, e tentavam, com muito esforço, se alfabetizarem, comemorando cada pequena vitória com alegria. Dedé era paciente, e auxiliava os mais velhos, enquanto que Dalvinha, com seu jeito extrovertido, auxiliava os menores.
- Dedé, venha ver! – chamou Seu Antonio, um senhor franzino de cabelos brancos. Quando Dedé se aproximou, ele começou a escrever numa folha limpa, com letras um tanto tremidas, mas corretas e legíveis: “A cidade de Alagoinha é bonita”. – Agora veja isso. – completou com um sorriso. Abriu um livro, e começou a ler pausadamente, os olhos marejados o fizeram parar depois de algumas frases.
- Eu sei ler, Dedé!… Eu sei ler! – e começou a chorar. Dedé o abraçou. mais…