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	<title>Textos do Capitao Anilto</title>
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	<description>Reflexões, comentários, textos literários, artigos</description>
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		<title>Minha mãe esqueceu-se de mim&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 21:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Microcontos]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8230; mas seu sorriso continua lindo. O seu esquecimento fez com que eu me lembrasse das coisas da minha infância, e hoje sou eu que conto isso para ela. Muitas vezes ela sorri, às vezes não me entende, às vezes um lampejo de lembrança, e a cada visita mais e mais vou recordando bons momentos.
Falo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>&#8230; mas seu sorriso continua lindo. O seu esquecimento fez com que eu me lembrasse das coisas da minha infância, e hoje sou eu que conto isso para ela. Muitas vezes ela sorri, às vezes não me entende, às vezes um lampejo de lembrança, e a cada visita mais e mais vou recordando bons momentos.</p>
<p>Falo sozinho na maior parte do tempo, mas me basta o sorriso dela iluminando minhas recordações para que eu compreenda as lições que ela ensinava.</p>
<p>Quanta sabedoria negligenciei ao longo de nossa convivência, e hoje, em seu silencioso esquecer, ensina-me cada vez mais a viver.</p>
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		<title>Chifrado por uma vaca furiosa</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 18:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Calma, caros leitores. Não estou falando de vulgaridades neste escrito, mas o acontecimento foi esse mesmo.
Um amigo estava passando por crises em seu relacionamento familiar e resolveu passar uns dias num hotel fazenda. Lá chegando, logo se aborreceu com tudo e não via a hora de voltar. Estranhamente chegou à conclusão que a maior parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Calma, caros leitores. Não estou falando de vulgaridades neste escrito, mas o acontecimento foi esse mesmo.<span id="more-464"></span></p>
<p>Um amigo estava passando por crises em seu relacionamento familiar e resolveu passar uns dias num hotel fazenda. Lá chegando, logo se aborreceu com tudo e não via a hora de voltar. Estranhamente chegou à conclusão que a maior parte dos problemas tinha sido ele o causador, e o restante era mera decorrência disto. Em outras palavras, descobriu ser o verdadeiro culpado por sua crise familiar.</p>
<p>No último dia do passeio, foi com uma turma visitar a fazenda do hotel. Lá chegando, cansou-se do blá-blá-blá do guia a respeito dos animais, e resolveu explorar por conta própria os arredores. Não percebeu o aviso de &#8220;proibido para visitantes&#8221; e entrou num curral, caminhando despreocupadamente. Quando percebeu a vaca, uma vaca furiosa que estava com um bezerro recém nascido, estava a poucos metros dela. Temeroso, deu meia-volta e saiu correndo, mas a vaca o perseguiu e o atingiu com uma chifrada nas nádegas, jogando-o de cabeça na porteira do curral. Felizmente os peões da fazenda chegaram rapidamente o socorreram.</p>
<p>Passou uma semana no hospital, entre delírios e acessos de dor. Quando estava lúcido, não se cansava de maldizer aquela vaca furiosa que o tinha chifrado. Num primeiro momento a esposa sentiu-se ofendida, mas logo percebeu a verdadeira história. Saiu do hospital, acertou-se com a família, e só lhe restou uma bela cicatriz na nádega (ainda bem que o chifre só acertou a nádega).</p>
<p>Ao ouvir sua história, pensei comigo: O que será que dói mais: uma chifrada de uma vaca furiosa (no sentido real) ou uma chifrada de uma vaca furiosa (no sentido figurado)?</p>
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		<title>O tempo e as questões paralelas</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 17:36:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Refexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
Outro dia um amigo me mandou um email dizendo que estava enrolado em questões paralelas e não achava tempo para nada. Refletindo sobre o assunto, percebi que as questões paralelas são como mundos paralelos que visitamos de vez em quando, e que o tempo, este sim, é o verdadeiro controlador de nossas vidas. 
É limitado (o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Outro dia um amigo me mandou um email dizendo que estava enrolado em questões paralelas e não achava tempo para nada. Refletindo sobre o assunto, percebi que as questões paralelas são como mundos paralelos que visitamos de vez em quando, e que o tempo, este sim, é o verdadeiro controlador de nossas vidas. <span id="more-460"></span></p>
<p>É limitado (o período desdo o nosso nascimento até nossa morte), único (por mais que transitemos em mundos paralelos, jamais podemos fazê-lo ao mesmo tempo, sempre seguiremos uma única linha temporal) e inexorável (nunca para, jamais corre mais lento ou mais rápido, embora às vezes possa parecer).</p>
<p>Nossa vida corre num único fio de tempo, nossas questões, estas sim, são paralelas, aparecem muitas ao mesmo tempo, mas temos que saber distribuir para cada uma delas, uma parcela do nosso tempo. Ao transitarmos de um mundo paralelo a outro, não devemos misturá-los. Assim, se estamos enfrentando ataque de angústia em nosso mundo emocional, ao passarmos para o mundo profissional, não podemos carregar essa angústia, e o inverso também é verdadeiro: ao retornarmos ao nosso mundo emocional, não podemos levar a carga do mundo profissional a ele. E assim é com nossos diversos mundos: familiar, espiritual, financeiro, etc.</p>
<p>Distinguimos diversos mundos em nossa vida, nossas questões paralelas. O sucesso e a felicidade são decorrentes de nossa capacidade de determinar a parcela de tempo para cada um deles e manter isolados os problemas uns dos outros. Por isso, quando meu caro amigo me mandou aquele email, não o importunei mais, espero que ele retorne em breve às nossas questões, sem trazer nenhuma pendenga paralela.</p>
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		<title>Tempestades de areia</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 02:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Refexões]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando cruzam um deserto, caminhantes veem paisagens deslumbrantes, vastas planícies e dunas de areia pontilhadas aqui e ali por rochas e alguns oásis. Quando sobrevem uma tempestade de areia, no entanto, logo esquecem esta paisagem e passam a se preocupar em proteger-se da areia, fechando os olhos a tudo em volta. Passada a tempestade, deparam-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Quando cruzam um deserto, caminhantes veem paisagens deslumbrantes, vastas planícies e dunas de areia pontilhadas aqui e ali por rochas e alguns oásis. Quando sobrevem uma tempestade de areia, no entanto, logo esquecem esta paisagem e passam a se preocupar em proteger-se da areia, fechando os olhos a tudo em volta. Passada a tempestade, deparam-se com cenários alterados, novas dunas, novas planícieis. Mas guiando-se pelas rochas, que são inamovíveis mesmo com a mais forte das tempestades, os caminhantes seguem com segurança seu caminho.</p>
<p>As agruras da vida são como tempestades de areia. Tendem a confundir o olhar, desviar o caminho. Mas se atentarmos às rochas inamovíveis da vida, trilharemos com segurança até o final da nossa jornada.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>Cadela vadia</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 02:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ela apareceu um certo dia num cantinho da rua que eu passava diariamente. Assustei-me ao vê-la, ela apenas levantou os olhos, um olhar de súplica e submissão, humanizado. Continuou deitada&#8230;

No segundo dia, um abanar de rabo. No terceiro, ousou aproximar-se. Seu corpo magérrimo, coberto de sarna causou-me repulsa. Nos dias seguintes, repetia a aproximação, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 267px"><a href="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/leona2.gif"><img class="size-full wp-image-400 " title=" " src="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/leona2.gif" alt="cadela vadia" width="257" height="212" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p>Ela apareceu um certo dia num cantinho da rua que eu passava diariamente. Assustei-me ao vê-la, ela apenas levantou os olhos, um olhar de súplica e submissão, humanizado. Continuou deitada&#8230;</p>
<p><span id="more-385"></span></p>
<p>No segundo dia, um abanar de rabo. No terceiro, ousou aproximar-se. Seu corpo magérrimo, coberto de sarna causou-me repulsa. Nos dias seguintes, repetia a aproximação, até que tomei coragem e lhe acariciei a cabeça, ainda com nojo. Retribuiu com o abanar da cauda.</p>
<p>Um dia saí apressado, um pedaço de pão na mão. Ao passar por ela, joguei-lhe o pão. Fez festa. A partir daí sempre lhe levava algum agrado, até que ela tomou coragem e seguiu-me quando eu voltava do trabalho. Não consegui mandá-la embora, ajeitei-lhe um cantinho, coloquei uma tigela de água, dei-lhe alimento. Curei sua sarna e ganhei uma amiga fiel. Nunca me abandonou. Assistiu a crises e recomeços em meu lar, sempre a meu lado.</p>
<p>Nos últimos anos foi minha única companhia. Acompanhava minhas caminhadas para superar a hipertensão, vigiava meus cochilos na varanda à tarde, latia triste nas minhas saídas, fazia festa nas chegadas&#8230;</p>
<p>Hoje deu seu último suspiro. Descansa agora num cantinho do quintal. Amiga fiel, deixa boas recordações&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O carteiro e a rua sombria</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 00:58:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Microcontos]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma rua escura, casas fechadas por muros altos, as árvores nas calçadas mantinham a eterna penumbra. Ernesto, o carteiro, detestava fazer as entregas naquele lugar. Até já pedira para trocar de setor. Felizmente fora atendido. Mas ainda precisava entregar as correspondências pela última vez naquela rua, no dia seguinte, um domingo, estaria de folga, e depois...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>A rua era escura, casas fechadas por muros altos, as árvores nas calçadas mantinham a eterna penumbra. Ernesto, o carteiro, detestava fazer as entregas naquele lugar. Até já pedira para trocar de setor. Felizmente fora atendido. Mas ainda precisava entregar as correspondências pela última vez naquele lugar, no dia seguinte, um domingo, estaria de folga, e depois iria para outro setor.<span id="more-373"></span></p>
<p>Por azar, estava atrasado. Ao chegar na rua sombria, já estava escurecendo. Ernesto parou, olhou a rua e sentiu um arrepio. Deu meia-volta e entrou no primeiro bar que encontrou. Não bebia, mas desta vez abriu uma exceção. Pediu um conhaque e tomou de um só gole. Sentiu sua garganta queimando, mas no seu íntimo acreditou que isso lhe dera coragem. Enfrentou a rua.</p>
<p>Ao pegar o pacote de cartas, decepção: seu olhar embaçado pela bebida não conseguia distinguir os números. Contrariado, mas decidido a encerrar sua tarefa, foi enfiando aleatoriamente as cartas nas caixas de correio, até a última. Foi embora aliviado. Nunca mais retornaria àquela rua sombria.</p>
<p>No dia seguinte os moradores, ao examinarem a correspondência, perceberam a trapalhada do carteiro. Timidamente, um a um ia de uma casa a outra, tentando entregar as cartas, e explicar que não tinham nada a ver com o ocorrido. Um velho aposentado descobriu uma senhora que tinha crianças simpáticas, uma bailarina descobriu uma escritora, um rapaz solitário descobriu duas jovens loiras sorridentes, um empresário descobriu uma advogada, e assim começaram a conhecer-se.</p>
<p>Um mês depois as ávores haviam sido podadas, muitos muros foram substituídos por grades vazadas, casas foram pintadas de cores alegres, o empresário havia feito um churrasco para a vizinhança, crianças agora brincavam na rua. A rua sombria tornou-se alegre.</p>
<p>Ernesto, agora em outro setor, não sabia disso. Acabou encontrando outra rua sombria&#8230; Quem sabe não era esta sua sina?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Curva do Rio</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 14:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente estive envolvido na publicação de um livro de Antonio Jota. Minha tarefa foi fazer uma revisão do livro, sob a ótica de um leitor, escrever a sinopse e preparar a capa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Recentemente estive envolvido na publicação de um livro de Antonio Jota. Minha tarefa foi fazer uma revisão do livro, sob a ótica de um leitor, escrever a sinopse e preparar a capa.</p>
<p><span id="more-317"></span></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>A sinopse</strong></p>
<p>&#8220;A vida do migrante é marcada por decepções, recomeços e superações. Muitos passam por adversidades, especialmente a pobreza, a fome, o desprezo e a desesperança, e com isso vão moldando seu caráter, colhendo aqui e ali lições de vida que afloram da convivência diária com a miséria humana. Nanô, adolescente nordestino passa por essas provações em um bairro nascedouro, o Parque Paraíso. Suas peripécias são narradas de maneira pitoresca neste romance de Antonio Jota. Vidas são expostas com precisão, perfeitamente enquadráveis em personagens reais de quaisquer periferias das grandes metrópoles. A identificação com essas pessoas é íntima, e a cada passo na evolução da leitura, vê-se com clareza situações que levam o leitor a rememorar seu próprio passado em busca de paralelos. É uma trama ficcional, mas incrivelmente próxima à realidade, e que certamente provocará alguns suspiros e lágrimas, especialmente daqueles que tem alguma ligação com a gente nordestina. (Capitão Anilto)&#8221;</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>A capa</strong></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<div id="attachment_318" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/viewer.png"><img class="size-medium wp-image-318 " title="viewer" src="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/viewer-300x217.png" alt="Capa de &quot;A Curva do Rio&quot;" width="300" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">Capa de &quot;A Curva do Rio&quot;</p></div>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>A capa mostra ao fundo a cidade de Itapecerica da Serra, local onde se ambientou o romance. Em primeiro plano uma ilustração que recria uma rua em formação no Parque Paraíso. A contracapa ilustra a &#8220;cabana&#8221; do hippie.<br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Onde encontrar o livro</strong></p>
<p>O livro encontra-se à venda na Biblioteca24&#215;7, uma livraria virtual, cujo site é: http://<a href="http://www.biblioteca24x7.com.br/">www.biblioteca24&#215;7.com.br/</a>.</p>
<p>Detalhes do livro estão em: <a href="http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br">http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24&#215;7br</a> . Caso o link não funcione, procurar &#8220;A Curva do Rio&#8221; na caixa de pesquisa, ou navegar pelo menu de categorias (romance).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Palavras do autor</strong></p>
<p>&#8220;Eu nunca soube vender nada (agora preciso aprender). Mas como estou empolgado com o lançamento do meu primeiro livro solo, pedi a um amigo militar que comprasse ‘A Curva do Rio’. Ele perguntou ‘o livro fala de quê’ e fez um esforço enorme para esconder a desconfiança quando lhe respondi laconicamente que ‘fala de coisas’. A sinopse exigida pela Editora foi escrita por outro amigo justamente porque considero uma violência pedir que o autor resuma sua obra em algumas frases!</p>
<p>Ora, do que fala um romance literário? Um romance literário não é uma biografia que fala da vida do fulano, tampouco uma monografia cuja pretensão é ensinar a espiralar parafusos e reciclar os resquícios. Um romance literário é uma obra de arte. E o que arte? A arte literária é a recriação da vida! A Curva do Rio então fala de sexo? Sim; fala de prostituição e algumas variantes da sexualidade humana. Fala do submundo do início dos anos 80? Sim; fala também de drogas, intrigas, traições, da ação de justiceiros, do misterioso desaparecimento de jovens&#8230; Fala de um Serial Killer necrófilo e do surgimento do Parque Paraíso povoado por imigrantes e migrantes, sobretudo nordestinos.</p>
<p>A Curva do Rio, no entanto, tenciona mesmo é mostrar o meu imenso prazer em manipular a língua portuguesa, fuçar os clássicos, a gramática e o dicionário! Além de estar de acordo com as normas atuais da ortografia. Compre, leia e indica ‘A Curva do Rio’. Se você comprar, ler e não gostar, reclame! Boa leitura.&#8221;</p>
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		<title>Amor Deficiente</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 15:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microcontos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Patrícia, uma criança difícil, tornou-se uma adolescente rebelde, detestava os irmãos mais novos, detestava crianças.  Aos 17 anos deixou sua casa, engravidou de um colega das noitadas. Nasceu-lhe um filho deficiente, e sem ter a quem recorrer, se viu obrigada a cuidar dele sozinha. Tornou-se uma mãe resignada, até que aos seis anos o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Patrícia, uma criança difícil, tornou-se uma adolescente rebelde, detestava os irmãos mais novos, detestava crianças.  Aos 17 anos deixou sua casa, engravidou de um colega das noitadas. Nasceu-lhe um filho deficiente, e sem ter a quem recorrer, se viu obrigada a cuidar dele sozinha. Tornou-se uma mãe resignada, até que aos seis anos o menino conseguiu balbuciar pela primeira vez a palavra &#8220;mamãe&#8221;. Ela tornou-se uma mãe dedicada. Aos dezesseis, quando ele articulou &#8220;mãe, eu te amo&#8221;, Patrícia tornou-se uma mãe realizada.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da minha janela eu vejo&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 00:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microcontos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu era uma pessoa amargurada e triste, inconformada com a vida. Detestava gente, trabalhava para sobreviver somente. Minha angústia afastava a todos e me isolava do mundo. Deprimido, considerava morrer. Finalmente um acidente de carro me levou no limiar da vida a um hospital. Pessoas desconhecidas me trataram, me alimentaram. Família e amigos que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Eu era uma pessoa amargurada e triste, inconformada com a vida. Detestava gente, trabalhava para sobreviver somente. Minha angústia afastava a todos e me isolava do mundo. Deprimido, considerava morrer. Finalmente um acidente de carro me levou no limiar da vida a um hospital. Pessoas desconhecidas me trataram, me alimentaram. Família e amigos que eu sempre desprezara permaneceram ao meu redor. Sobrevivi. A dor do acidente retirou a dor do viver.</p>
<p>Hoje, numa cadeira de rodas, abrindo a janela eu vejo: uma criança que brinca, um velho rindo à toa, um pássaro que voa, árvores e flores na praça, um carro que passa, homens andando apressados, casais enamorados.  Multicolorida, da minha janela eu vejo a vida!</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Moedas-migalhas</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 21:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Microcontos]]></category>

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Como pomba perdida em meio à multidão, uma pequena criança anda sem rumo, procurando moedas jogadas em gesto automático por aqueles que passam apressados, sem tempo para piedade ou cuidados, tentando com isto calar o apelo do próprio coração.  E a pequena criança, catando as moedas-migalhas, sorri feliz por saber que vai ter um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Como pomba perdida em meio à multidão, uma pequena criança anda sem rumo, procurando moedas jogadas em gesto automático por aqueles que passam apressados, sem tempo para piedade ou cuidados, tentando com isto calar o apelo do próprio coração.  E a pequena criança, catando as moedas-migalhas, sorri feliz por saber que vai ter um pão para comer.</p>
<p>Não tem lar, nem parentes, nem afeição, seu brinquedo é uma boneca de pano encontrada no lixo da cidade, seu abrigo uma caixa de papelão. E todo dia caminha sem rumo, e a cada moeda-migalha que acha no chão, sorri feliz por saber que vai ter um pão para comer.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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