É interessante como algumas lembranças permanecem arraigadas na nossa mente mesmo depois de décadas. Agora que estou entrando na idade senil, e minha principal característica é esquecer as coisas, fico admirado como um pequeno poema que me foi ensinado por uma professora primária, isso nos anos finais da década de 60, ainda volte à minha lembrança constantemente.
Já procurei na internet alguma referência a ele, mas não achei nenhuma. Não conheço o autor, nem a época em que foi escrito, nem também atino o motivo pelo qual está tão presente em mim. Aí vai:
Falua
Falua, trazias nas velas a voz das procelas
e as queixas do mar.
Um dia teus mastros partiram, teus sonhos fugiram,
não vão mais voltar.
E tu que enfrentavas sozinha a fúria marinha
de mil vendavais.
Hoje acabas cansada, parada, jogada
à beira do cais.
Falua….
Cantávamos a última palavra esticando bem o “lu”, quase como se fosse um uivo…
Se alguém tiver alguma referência sobre esse poema, agradeceria a colaboração. Ele me deixa realmente curioso.
Como ilustração, vejam o que diz a Wikipedia sobre faluas:
“Da família dos varinos e fragatas a Falua é uma embarcação que transportava normalmente carga e passageiros entre as duas margens do rio Tejo.Existiam faluas de um e dois mastros qua armavam latinos bastardos como os caíques. Esta embarcação muito rápida e veleira media aproximadamente entre 14 e 15 metros de comprimento e tinha uma tripulação de dois ou três homens.”
Abaixo uma imagem de uma falua, encontrada no Panoramio (http://www.panoramio.com/photo/2659791):
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Desculpe Capitão, sou bem mais novo que isso e nao posso ajudar..rsrsr