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- Zé Leite e o Pote de Barro
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- Maria Filadélfia, Louca e Catinguenta.
- Joana de Alagoinha – Casada por uma Noite
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- Dalvinha, a Rainha da Festa
- A Queda da Casa de Maria Gorete
- Pedro Amansador de Abelhas
- Bicho de Pé
- A Casa dos Desvalidos
- Bizunga, o Hiperativo
Zé Leite de leite só tinha branco nos olhos e nos dentes, o resto era pretinho, pretinho. Era um dos meus melhores amigos, pequeno que nem eu. Nem sempre acompanhávamos as estripulias dos maiores, por isso brincávamos juntos. Zé Leite vivia com parentes, as irmãs Cobra. Não sei porque tinham esse nome. Eram tão pretas quanto Zé Leite, e muito habilidosas. Fiavam algodão, faziam cestas de palha de milho, e seu principal produto eram as moringas e potes de barro queimado. Tinha de todo tamanho.
Um dia Zé Leite me chamou para ver um pote que as Cobra tinham feito.
- É muito grande, cabe até um moleque dentro.
A propaganda de Zé Leite atraiu a atenção da molecada. Logo estávamos em bando lá, para ver o tal do pote. Era realmente enorme.
- Mas cabe um moleque aí dentro? – Questionou alguém.
- Oxente! Vou provar…
As mulheres tinham saído. Na casa só a turma e Zé Leite. Ele tombou com cuidado o pote, e entrou, pernas primeiro. Coube ele todinho, mas, por azar, ele não estava conseguindo sair.
- Me acudam! Estou preso! – e começou a choramingar lá dentro.
Tentamos de tudo: rolar o pote, pô-lo de boca para baixo, puxar Zé Leite, mas nada deu resultado. Ele estava agoniado, e a gente não tinha mais o que fazer, e também não podia arriscar a quebrar o pote das Cobra. Ficamos nessa arenga por um bom tempo. Quando Maria Cobra chegou, vendo aquela situação, agastadíssima, pegou um pedaço de pau, e numa cacetada só quebrou o pote. Zé Leite saiu de lá pálido (bem… confesso que isso é força de expressão, pois para mim ele continuava pretinho do mesmo jeito).
Maria Cobra arrastou Zé Leite para dentro, e em um minuto toda a molecada já estava longe. Ninguém quis ficar para ver a surra que Zé Leite levou…
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