- Meu Boi Babão
- Papa-fígados
- Parto de Emergência
- Pescadores de Urubu
- Açude Rachado
- A Ronqueira
- Revoada de Borboletas
- A Caminhada
- Chiclete de Urtiga
- Pipoca, Amendoim Torrado
- A Serpente no Caminho
- Zé Leite e o Pote de Barro
- Boi Sem Rumo
- Borboleta Pequenina
- O Ratinho de Carretel
- Metade do Pão-doce
- A Menina Trepada no Umbuzeiro
- O Periquito Verde
- Maria Filadélfia, Louca e Catinguenta.
- Joana de Alagoinha – Casada por uma Noite
- A Menina Atacada
- Dalvinha, a Rainha da Festa
- A Queda da Casa de Maria Gorete
- Pedro Amansador de Abelhas
- Bicho de Pé
- A Casa dos Desvalidos
- Bizunga, o Hiperativo
- Pipoca, amendoim torrado!
Esse era o refrão do vendedor de amendoim e outras guloseimas. Quando tinha circo na cidade, dia de missa, dia de festa, o movimento de pessoas aumentava, e o pipoqueiro enchia seu carrinho. Passava o dia na praça gritando seu refrão:
- Pipoca, amendoim torrado! Pipoca, amendoim torrado!
A molecada que não tinha o que fazer, nem dinheiro para comprar pipoca, amendoim e castanhas do pipoqueiro, logo achou um jeito de mangar dele e aproveitar a situação. Toda vez que ele dizia seu refrão, a molecada em coro emendava:
- Carreguei sua mãe num “carrin” quebrado!
Isso irritava profundamente o pipoqueiro, mas não tinha jeito. Eram muitos moleques, não tinha como vencê-los. Ainda assim de vez em quando ele perdia as estribeiras e corria atrás de alguns deles. Claro, nunca conseguia pegá-los, eram muito espertos e desviavam-se facilmente. Enquanto o pipoqueiro ficava nessa disputa tentando pegar alguns, outros aproveitavam para encher os bolsos com amendoim, pipoca e tudo mais que conseguiam por as mãos. Depois, juntavam-se atrás da igreja para dividir o furto. Saiam felizes da vida, arremedando o pipoqueiro:
- Pipoca, amendoim torrado!
- Carreguei sua mãe num “carrin” quebrado!
- E enchi o bucho com amendoim roubado!
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