Calma, caros leitores. Não estou falando de vulgaridades neste escrito, mas o acontecimento foi esse mesmo.
Um amigo estava passando por crises em seu relacionamento familiar e resolveu passar uns dias num hotel fazenda. Lá chegando, logo se aborreceu com tudo e não via a hora de voltar. Estranhamente chegou à conclusão que a maior parte dos problemas tinha sido ele o causador, e o restante era mera decorrência disto. Em outras palavras, descobriu ser o verdadeiro culpado por sua crise familiar.
No último dia do passeio, foi com uma turma visitar a fazenda do hotel. Lá chegando, cansou-se do blá-blá-blá do guia a respeito dos animais, e resolveu explorar por conta própria os arredores. Não percebeu o aviso de “proibido para visitantes” e entrou num curral, caminhando despreocupadamente. Quando percebeu a vaca, uma vaca furiosa que estava com um bezerro recém nascido, estava a poucos metros dela. Temeroso, deu meia-volta e saiu correndo, mas a vaca o perseguiu e o atingiu com uma chifrada nas nádegas, jogando-o de cabeça na porteira do curral. Felizmente os peões da fazenda chegaram rapidamente o socorreram.
Passou uma semana no hospital, entre delírios e acessos de dor. Quando estava lúcido, não se cansava de maldizer aquela vaca furiosa que o tinha chifrado. Num primeiro momento a esposa sentiu-se ofendida, mas logo percebeu a verdadeira história. Saiu do hospital, acertou-se com a família, e só lhe restou uma bela cicatriz na nádega (ainda bem que o chifre só acertou a nádega).
Ao ouvir sua história, pensei comigo: O que será que dói mais: uma chifrada de uma vaca furiosa (no sentido real) ou uma chifrada de uma vaca furiosa (no sentido figurado)?
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