Arquivos da categoria »Literatura «

Parto de Emergência

Zé Leite e Naldinho estavam a caminho do sítio onde Dedé morava, a quase três quilômetros fora da cidade. Iam visitá-lo, e aproveitar para se deliciar nas mangueiras do sítio, que estavam carregadas das mais doces mangas da região. Zé Leite era órfão, e vivia com suas tias. Pequeno e de pouca idade, não podia ir até lá sozinho, por isso ficou muito feliz quando Naldinho, que era bem maior que ele e mais velho, aceitou o convite para acompanhá-lo, e suas tias finalmente concordaram com o passeio.

Estavam no meio do caminho, quando viram Dedé que vinha correndo esbaforido. mais…

Bizunga, o Hiperativo

Bizungas eram pequenos beija-flores muito comuns em Alagoinha. Extremamente rápidos, voavam de flor em flor como abelhas nervosas. Assim também era Bizunga, um rapazinho de uns 20 anos, mas que tinha corpo de menino de 11, e fazia tudo com uma ligeireza danada, mas também era extremamente desastrado. mais…

Minha Morte (De Novo!?)

Não sei porque, depois de postar o conto “Minha morte” e depois de alguns comentários de Geraldinho de Engenho e Mauro Alves, este texto formou-se em minha mente. Tentei esquecê-lo, porém, como uma larva, começou a corroer meus pensamentos e crescer, um texto-larva maldito que não me deixou em paz, até que o expurguei depois de um árduo trabalho dactilar, espremendo-o como um bicho de mosca-do-berne, quando saltou por completo, direto de minha cabeça para o editor de texto. Uma coisa horrenda, informe, nojenta. Livrei-me dele definitivamente quando o enviei para o Recanto. Espero que agora me deixe em paz, pois preciso curar os estragos do meu cérebro e recuperar a capacidade de escrever textos mais amenos… mais…

A Casa dos Desvalidos

Dalvinha, a filha mimada do Prefeito, observava Dedé, um colega de classe. Segundo diziam, era o menino mais pobre da escola, usava roupas bastante desgastadas, no entanto sempre limpas. Quieto por natureza, falava pouco, só se soltando quando colegas vinham pedir ajuda nas lições. Nessas ocasiões abria um sorriso e explicava pacientemente as dúvidas. Era com certeza o menino mais inteligente daquele quarto ano. “Nunca o vejo trazendo merenda” – pensava Dalvinha. “Será que ele sente fome? E se eu oferecer a minha merenda para ele? Será que ele vai se ofender?” – e seguia em suas meditações, tentando achar um caminho. mais…

A Enfermeira Tagarela

Parte 1 – Diário dos Últimos Dias (Postagens no Orkut e Facebook)

(25 de maio)

Comecei a escrever isto porque não tinha mais o que fazer. Estou num hospital, internado para tentar resolver um barulho na minha cabeça que me incomoda há dois anos. É um hospital particular muito bom, cheio de mordomias. Uma delas é a possibilidade de uso do meu notebook e conexão à internet.

mais…

Page 4 of 14« First...«23456»10...Last »