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	<title>Textos do Capitao Anilto</title>
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	<description>Reflexões, comentários, textos literários, artigos</description>
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		<title>A Curva do Rio</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 14:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Jota]]></category>
		<category><![CDATA[curva do rio]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente estive envolvido na publicação de um livro de Antonio Jota. Minha tarefa foi fazer uma revisão do livro, sob a ótica de um leitor, escrever a sinopse e preparar a capa.]]></description>
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<p>Recentemente estive envolvido na publicação de um livro de Antonio Jota. Minha tarefa foi fazer uma revisão do livro, sob a ótica de um leitor, escrever a sinopse e preparar a capa.</p>
<p><span id="more-317"></span></p>
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<p><strong>A sinopse</strong></p>
<p>&#8220;A vida do migrante é marcada por decepções, recomeços e superações. Muitos passam por adversidades, especialmente a pobreza, a fome, o desprezo e a desesperança, e com isso vão moldando seu caráter, colhendo aqui e ali lições de vida que afloram da convivência diária com a miséria humana. Nanô, adolescente nordestino passa por essas provações em um bairro nascedouro, o Parque Paraíso. Suas peripécias são narradas de maneira pitoresca neste romance de Antonio Jota. Vidas são expostas com precisão, perfeitamente enquadráveis em personagens reais de quaisquer periferias das grandes metrópoles. A identificação com essas pessoas é íntima, e a cada passo na evolução da leitura, vê-se com clareza situações que levam o leitor a rememorar seu próprio passado em busca de paralelos. É uma trama ficcional, mas incrivelmente próxima à realidade, e que certamente provocará alguns suspiros e lágrimas, especialmente daqueles que tem alguma ligação com a gente nordestina. (Capitão Anilto)&#8221;</p>
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<p><strong>A capa</strong></p>
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<div id="attachment_318" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/viewer.png"><img class="size-medium wp-image-318 " title="viewer" src="http://www.anilto.com/textos/wp-content/uploads/viewer-300x217.png" alt="Capa de &quot;A Curva do Rio&quot;" width="300" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">Capa de &quot;A Curva do Rio&quot;</p></div>
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<p>A capa mostra ao fundo a cidade de Itapecerica da Serra, local onde se ambientou o romance. Em primeiro plano uma ilustração que recria uma rua em formação no Parque Paraíso. A contracapa ilustra a &#8220;cabana&#8221; do hippie.<br class="spacer_" /></p>
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<p><strong>Onde encontrar o livro</strong></p>
<p>O livro encontra-se à venda na Biblioteca24x7, uma livraria virtual, cujo site é: http://<a href="http://www.biblioteca24x7.com.br/">www.biblioteca24x7.com.br/</a>.</p>
<p>Detalhes do livro estão em: <a href="http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br">http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br</a> . Caso o link não funcione, procurar &#8220;A Curva do Rio&#8221; na caixa de pesquisa, ou navegar pelo menu de categorias (romance).</p>
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<p><strong>Palavras do autor</strong></p>
<p>&#8220;Eu nunca soube vender nada (agora preciso aprender). Mas como estou empolgado com o lançamento do meu primeiro livro solo, pedi a um amigo militar que comprasse ‘A Curva do Rio’. Ele perguntou ‘o livro fala de quê’ e fez um esforço enorme para esconder a desconfiança quando lhe respondi laconicamente que ‘fala de coisas’. A sinopse exigida pela Editora foi escrita por outro amigo justamente porque considero uma violência pedir que o autor resuma sua obra em algumas frases!</p>
<p>Ora, do que fala um romance literário? Um romance literário não é uma biografia que fala da vida do fulano, tampouco uma monografia cuja pretensão é ensinar a espiralar parafusos e reciclar os resquícios. Um romance literário é uma obra de arte. E o que arte? A arte literária é a recriação da vida! A Curva do Rio então fala de sexo? Sim; fala de prostituição e algumas variantes da sexualidade humana. Fala do submundo do início dos anos 80? Sim; fala também de drogas, intrigas, traições, da ação de justiceiros, do misterioso desaparecimento de jovens&#8230; Fala de um Serial Killer necrófilo e do surgimento do Parque Paraíso povoado por imigrantes e migrantes, sobretudo nordestinos.</p>
<p>A Curva do Rio, no entanto, tenciona mesmo é mostrar o meu imenso prazer em manipular a língua portuguesa, fuçar os clássicos, a gramática e o dicionário! Além de estar de acordo com as normas atuais da ortografia. Compre, leia e indica ‘A Curva do Rio’. Se você comprar, ler e não gostar, reclame! Boa leitura.&#8221;</p>
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		<title>O Jardineiro e o Escritor</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Capitão Anilto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Refexões]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[jardineiro]]></category>
		<category><![CDATA[mania]]></category>
		<category><![CDATA[teimosia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um  amigo que é um excelente jardineiro, e também grande apreciador de orquídeas. Sabe compor como ninguém os ambientes dos jardins, sejam eles jardins tropicais, áridos, japoneses, rupestres, ou qualquer que seja a temática. No entanto, duas manias fazem com que ele não seja apreciado pelos admiradores de jardins. A primeira é que ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Tenho um  amigo que é um excelente jardineiro, e também grande apreciador de orquídeas. Sabe compor como ninguém os ambientes dos jardins, sejam eles jardins tropicais, áridos, japoneses, rupestres, ou qualquer que seja a temática. No entanto, duas manias fazem com que ele não seja apreciado pelos admiradores de jardins. <span id="more-62"></span><img title="Mais..." src="http://www.anilto.com/textos/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" />A primeira é que ele simplesmente adora orquídeas, e as conhece como ninguém, e sempre faz questão de colocar algumas nos jardins que planeja. Isso, num primeiro olhar fica bonito, mas muitas vezes as orquídeas ficam fora do contexto, parecendo intrusas no ambiente, e também sua beleza encobre outras belezas do jardim: às vezes uma plantinha rústica de formas excêntricas, uma flor com um perfume diferenciado, as composições das plantas singelas típicas do ambiente criado, e por aí vai. Outra mania desse meu amigo é sempre querer plantar um pé de pimenteira em todos seus jardins. Muita gente já falou disso, mas ele não se emenda, plantando pelo menos um pé em cada jardim. Creio que se ele desse mais ouvido a seus admiradores possivelmente alcançaria um sucesso sem precedentes, mas é teimoso que nem uma mula cansada.<br />
Curiosamente tenho outro amigo com as mesmas características, porém em vez de orquídeas, pimenteiras e jardins, este lida com palavras e textos. A mania dele é com as palavras bonitas e raras do nosso vocabulário. Vive a caçar essas orquídeas literárias e a povoar seus escritos com elas. O rapaz tem um raro talento como escritor, sabe escrever de uma forma gostosa e cativante, o porém é que em todo texto quer colocar algumas de suas orquídeas, e isso faz com que seus textos percam um pouco o brilho, ocultando aquela prosa gostosa dependente dos regionalismos, as falas singelas do povo, a  fluidez da linguagem do dia a dia. As palavras belas e raras acabam por se destacar demais no ambiente, quebrando a harmonia dos textos. Além disso também tem a mania do pé de pimenteira, a dele é a descrição de alguma cena erótica. Mesmo não se encaixando bem, ele sempre faz questão de uma pimentinha aqui e ali, o que desqualifica seus textos. Se ele desse mais atenção às sugestões de seus amigos, poderia se tornar um grande escritor, ele tem potencial para isso. Infelizmente eu acho que orquídeas e pimenteiras são muito viciantes, e não tenho esperanças que nenhum dos dois deixe suas manias, e por causa disso perde o mundo um grande jardineiro e um grande escritor.</p>
<p>Avaré, 23 de outubro de 2009.</p>
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