Arquivos de » 2010 «

Minha mãe esqueceu-se de mim…


… mas seu sorriso continua lindo. O seu esquecimento fez com que eu me lembrasse das coisas da minha infância, e hoje sou eu que conto isso para ela. Muitas vezes ela sorri, às vezes não me entende, às vezes um lampejo de lembrança, e a cada visita mais e mais vou recordando bons momentos.

Falo sozinho na maior parte do tempo, mas me basta o sorriso dela iluminando minhas recordações para que eu compreenda as lições que ela ensinava.

Quanta sabedoria negligenciei ao longo de nossa convivência, e hoje, em seu silencioso esquecer, ensina-me cada vez mais a viver.

Chifrado por uma vaca furiosa


Calma, caros leitores. Não estou falando de vulgaridades neste escrito, mas o acontecimento foi esse mesmo. mais…

O tempo e as questões paralelas


Outro dia um amigo me mandou um email dizendo que estava enrolado em questões paralelas e não achava tempo para nada. Refletindo sobre o assunto, percebi que as questões paralelas são como mundos paralelos que visitamos de vez em quando, e que o tempo, este sim, é o verdadeiro controlador de nossas vidas.  mais…

Categoria: Refexões  2 comentários
Tempestades de areia


Quando cruzam um deserto, caminhantes veem paisagens deslumbrantes, vastas planícies e dunas de areia pontilhadas aqui e ali por rochas e alguns oásis. Quando sobrevem uma tempestade de areia, no entanto, logo esquecem esta paisagem e passam a se preocupar em proteger-se da areia, fechando os olhos a tudo em volta. Passada a tempestade, deparam-se com cenários alterados, novas dunas, novas planícieis. Mas guiando-se pelas rochas, que são inamovíveis mesmo com a mais forte das tempestades, os caminhantes seguem com segurança seu caminho.

As agruras da vida são como tempestades de areia. Tendem a confundir o olhar, desviar o caminho. Mas se atentarmos às rochas inamovíveis da vida, trilharemos com segurança até o final da nossa jornada.


Cadela vadia
cadela vadia

Ela apareceu um certo dia num cantinho da rua que eu passava diariamente. Assustei-me ao vê-la, ela apenas levantou os olhos, um olhar de súplica e submissão, humanizado. Continuou deitada…

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