… mas seu sorriso continua lindo. O seu esquecimento fez com que eu me lembrasse das coisas da minha infância, e hoje sou eu que conto isso para ela. Muitas vezes ela sorri, às vezes não me entende, às vezes um lampejo de lembrança, e a cada visita mais e mais vou recordando bons momentos.
Falo sozinho na maior parte do tempo, mas me basta o sorriso dela iluminando minhas recordações para que eu compreenda as lições que ela ensinava.
Quanta sabedoria negligenciei ao longo de nossa convivência, e hoje, em seu silencioso esquecer, ensina-me cada vez mais a viver.



